terça-feira, 12 de maio de 2009

Dois blogs, duas pessoas I

Mais uma vez venho a esse velho, abandonado, alcoolizado e fétido blog dizer coisas ridículas da existência humana e tolas que acompanham a minha pessoa.
Por mais longas e inúmeras noites o velho coração sentia fortes pontadas de desilusão e por pequenas rachaduras o grandioso sentimento do amor se esvaia.
Pessoa triste que só tinha dor em seu interior continuava sua jornada pelas montanhas da vida, na sua casa interior, no seu mundinho.
Onde não adiantava chorar o leite derramado e somente se podia limpar essa sujeira e comprar uma caixa nova.
Tristeza malevolente que carregava o pobre cadáver em vida na maré da desiluzão, levando para lugar nenhum.
Sob um céu onde todas as estrelas e pessoas não passam de meras luzes de natal, pequenos enfeites que estão por pouco tempo, são usadas e descartadas até que precisem delas de novo.
Onde o amor é só uma palavra substituta de esperança e anterior à hipocrisia e à devastação.
Pedimos ajuda a Deus, um ser derivado de um conceito dualistico, no qual quando ultrapassado o bloqueio de seu nome torna-se um mero limite perante a insanidade da procura.

2 comentários:

Lucas Erichsen disse...

Nascemos póstumos.
Somos mera continuidade da existência.
Não se tem antes, ou depois.
Somente agora.
O ser por ser.

Tomatte disse...

Nossa......O.O....que poeteiro XD