quarta-feira, 27 de maio de 2009

Lost in Anywhere

Passos incertos cambaleando no salão vazio acopanhando o som do silêncio e tornando-se cada vez mais perdido.
Rodeado de sombras que avançavam ao redor quase consumindo o ultimo resquicio de sanidade.
Tolice denominada caminho, galhos secos e fracos pra se segurar.
Seguindo o vazio, caindo.

domingo, 17 de maio de 2009

Dois blogs, duas pessoas II

Sentindo-se expremido pela profunda depressão e queimando pelo frio da insegurança, caminha a jovem mente milenar carregando o fardo da existência consecutiva à inexistência e precedendo a mesma no caminho já traçado porém indefinido e invisível.
Quando a tristeza que corre nas veias permanece inconstante, seguida por picos de felicidade baixos porém perceptíveis, a onda de desgosto acelera a circulação e corta o resto de sua sanidade.
Impercéptivel ao olho nu e ao coração inflado somente resta a destruição de tudo que existe para que surja algo que tome seu lugar, revitalizando a mera carne e o sentimento há muito esfarelado.
Embasbacado pelo fulgurante calor da esperança em temposnos quais cristais de gelo cercam seu passado e procurando um novo futuro que descongele suas lembranças e ajude a criar novas.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Dois blogs, duas pessoas I

Mais uma vez venho a esse velho, abandonado, alcoolizado e fétido blog dizer coisas ridículas da existência humana e tolas que acompanham a minha pessoa.
Por mais longas e inúmeras noites o velho coração sentia fortes pontadas de desilusão e por pequenas rachaduras o grandioso sentimento do amor se esvaia.
Pessoa triste que só tinha dor em seu interior continuava sua jornada pelas montanhas da vida, na sua casa interior, no seu mundinho.
Onde não adiantava chorar o leite derramado e somente se podia limpar essa sujeira e comprar uma caixa nova.
Tristeza malevolente que carregava o pobre cadáver em vida na maré da desiluzão, levando para lugar nenhum.
Sob um céu onde todas as estrelas e pessoas não passam de meras luzes de natal, pequenos enfeites que estão por pouco tempo, são usadas e descartadas até que precisem delas de novo.
Onde o amor é só uma palavra substituta de esperança e anterior à hipocrisia e à devastação.
Pedimos ajuda a Deus, um ser derivado de um conceito dualistico, no qual quando ultrapassado o bloqueio de seu nome torna-se um mero limite perante a insanidade da procura.